27 abril 2012



Que tal parar diante do mar e simplesmente observar?
Ver as ondas no eterno vai e vem, ora com força,
ora suavemente, como uma marola do rio.
Assim é a nossa vida, uma mudança constante,
o que é, amanhã já não será mais,
e o que foi, pode retornar para ser mais uma vez,
com uma nova forma, com uma nova força.

26 abril 2012

A Esperança...!

"A esperança é a arte de ser feliz sem a felicidade."
    (Berilo Neves)


Passaram mais de dois anos desde o meu ultimo post.
Regresso,não sei por quanto tempo, mas desejoso de poder partilhar convosco um pouco do sentir da vida.

17 dezembro 2009

Historias em Areia....!!!!

A História da invasão nazi na Ucrânia contada com areia. Um bom exercício de contemplação que nos permite compreender melhor o que se viveu.



16 dezembro 2009

O Anjo.....!!!!


Ontem recebi do meu amigo secreto um anjo para que ele me acompanhe o resto da vida.

15 dezembro 2009

Sentimentos...!


Quando temos sentimentos fortes, não somos muito astutos.
(Romain Rolland)

07 dezembro 2009

Partir...!!!


Nem sempre a vida nos dá os momentos por nós desejados.
Mas a partir de certa altura é bom afastarmo-nos para que nada mais nos magoe.

10 novembro 2009

O Sonho...!


Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.

(Sebastião da Gama in Pelo Sonho é que Vamos, 1953)

04 novembro 2009

Viajar...!


"Nós viajamos muito. Somos muito nómadas, e viajamos, às vezes, num tráfico incessante e louco entre o nosso passado e o nosso futuro, entre o que fomos e o que seremos ou o que será - sobretudo um futuro indefinido, sem rosto, sem encontro. E buscamos, ou no passado, ou então na incerteza da nebulosa futura, buscamos a sabedoria. Mas a sabedoria está no presente, o nosso presente. O 'hoje' é o lugar da sabedoria."

(in O Toque do Presente, José Tolentino Mendonça, Encontros do Lumiar 2009-2010)

19 outubro 2009

Ingratidão....!

Tento levar desta maneira as ingratidões com a minha pessoa:

"Se algum dia você for surpreendido pela ingratidão ou pela injustiça, não deixe de crer na vida, não deixe de ser um exemplo, não deixe de amar e não deixe de se construir pelo trabalho."

(Alfredo Martini Júnior)

13 outubro 2009

Paciência...!


A Paciência é a Arte de ter Esperança
(Vauvenargues)

12 outubro 2009

Perder Tempo...!


Perder tempo em aprender coisas que não interessam,
priva-nos de descobrir coisas interessantes.

(Carlos Drummond de Andrade)

04 outubro 2009

A Luta....!


"Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor." (Shakespeare)




03 outubro 2009


"...Só Existem três acontecimentos importantes na vida: nascer, viver e morrer... Não sentimos o primeiro... no viver, sofremos porque temos que morrer... ao morrer, geralmente, observamos que esquecemos de viver como se deveria VIVER..."


(La Bruyére)

02 outubro 2009

Os outros...!


Viver é sempre dizer aos outros o quanto eles são importantes.Por que um dia eles vão-se e ficamos com a nítida impressão que não amamos o suficiente.

01 outubro 2009

A Vida...!


"A instrução é um esforço admirável. Mas as coisas mais importantes da vida não se aprendem, encontram-se."

(Oscar Wilde)

02 setembro 2009

O Regresso....!

O Retrato de Mónica

Mónica é uma pessoa tão extraordinária que consegue simultaneamente: ser boa mãe de família, ser chiquíssima, ser dirigente da "Liga Internacional das Mulheres Inúteis", ajudar o marido nos negócios, fazer ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não fumar, não envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do séc. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser sócia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito séria.Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem-se sempre ou do ioga ou da pintura abstracta.Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol.De facto, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias.Isto obriga Mónica a observar uma disciplina severa. Como se diz no circo, "qualquer distracção pode causar a morte do artista". Mónica nunca tem uma distracção. Todos os seus vestidos são bem escolhidos e todos os seus amigos são úteis. Como um instrumento de precisão, ela mede o grau de utilidade de todas as situações e de todas as pessoas. E como um cavalo bem ensinado, ela salta sem tocar os obstáculos e limpa todos os percursos. Por isso tudo lhe corre bem, até os desgostos.Os jantares de Mónica também correm sempre muito bem. Cada lugar é um emprego de capital. A comida é óptima e na conversa toda a gente está sempre de acordo, porque Mónica nunca convida pessoas que possam ter opiniões inoportunas. Ela põe a sua inteligência ao serviço da estupidez. Ou, mais exactamente: a sua inteligência é feita da estupidez dos outros. Esta é a forma de inteligência que garante o domínio. Por isso o reino de Mónica é sólido e grande.Ela é íntima de mandarins e de banqueiros e é também íntima de manicuras, caixeiros e cabeleireiros. Quando ela chega a um cabeleireiro ou a uma loja, fala sempre com a voz num tom mais elevado para que todos compreendam que ela chegou. E precipitam-se manicuras e caixeiros. A chegada de Mónica é, em toda a parte, sempre um sucesso. Quando ela está na praia, o próprio Sol se enerva.O marido de Mónica é um pobre diabo que Mónica transformou num homem importantíssimo. Deste marido maçador Mónica tem tirado o máximo rendimento. Ela ajuda-o, aconselha-o, governa-o. Quando ele é nomeado administrador de mais alguma coisa, é Mónica que é nomeada. Eles não são o homem e a mulher. Não são o casamento. São, antes, dois sócios trabalhando para o triunfo da mesma firma. O contrato que os une é indissolúvel, pois o divórcio arruína as situações mundanas. O mundo dos negócios é bem-pensante.É por isso que Mónica, tendo renunciado à santidade, se dedica com grande dinamismo a obras de caridade. Ela faz casacos de tricot para as crianças que os seus amigos condenam à fome. Às vezes, quando os casacos estão prontos, as crianças já morreram de fome. Mas a vida continua. E o sucesso de Mónica também. Ela todos os anos parece mais nova. A miséria, a humilhação, a ruína não roçam sequer a fímbria dos seus vestidos. Entre ela e os humilhados e ofendidos não há nada de comum.E por isso Mónica está nas melhores relações com o Príncipe deste Mundo. Ela é sua partidária fiel, cantora das suas virtudes, admiradora de seus silêncios e de seus discursos. Admiradora da sua obra, que está ao serviço dela, admiradora do seu espírito, que ela serve.Pode-se dizer que em cada edifício construído neste tempo houve sempre uma pedra trazida por Mónica.Há vários meses que não vejo Mónica. Ultimamente contaram-me que em certa festa ela estivera muito tempo conversando com o Príncipe deste Mundo. Falavam os dois com grande intimidade. Nisto não há evidentemente nenhum mal. Toda a gente sabe que Mónica é seriíssima e toda a gente sabe que o Príncipe deste Mundo é um homem austero e casto.Não é o desejo do amor que os une. O que os une é justamente uma vontade sem amor.E é natural que ele mostre publicamente a sua gratidão por Mónica. Todos sabemos que ela é o seu maior apoio, o mais firme fundamento do seu poder.


Sophia de Mello Breyner Andresen
Contos Exemplares Porto, Figueirinhas, 1996 (29ª ed.).

Amizade e o Amor....!


A amizade e o amor já estão presentes há cinco anos. Com os amigos pode-se brincar, fazer-lhes confidências, contar segredos. Mas, da mulher que nos agrada, só queremos que olhe para nós e sorria. A amizade é logo sinónimo de confiança e de segurança, o amor é logo sinónimo de risco. E, durante toda a vida, amado e amigo são a nossa companhia mais íntima. A presença deles tranquiliza-nos, enche-nos o coração, ajuda-nos a enfrentar as dificuldades. Muitas vezes, após uma longa intimidade, a pessoa amada também se torna o amigo mais íntimo, aquele a quem se fazem confidências, junto do qual enfrentamos todos os problemas da vida.


O homem também tem alguém a quem revela outros aspectos da sua personalidade, e que o ajuda a fugir à rotina e lhe dá informações e conselhos. A vida dos nossos amigos é sempre uma fonte de ensinamentos para nós.É exactamente por isso que, sem amigos desses, nos sentimos exilados. É que o exílio não é apenas sermos obrigados a viver longe da nossa pátria, da nossa cidade, da nossa gente; é sobretudo estarmos separados das pessoas com quem podemos contar sempre, que nos são indispensáveis nas dificuldades. Viver no exílio pode ser muito amargo, mas suportável se tivermos connosco os nossos amigos do peito. É verdade que os filhos são importantes, mas não podemos confiar-lhes as nossas preocupações e angústias. Ao lado dos filhos, temos de ser sempre fortes; com os amigos podemos ser fracos, tristes, inseguros e até mesmo desesperados; podemos cair ao chão que eles ajudam-nos a levantarmo-nos. Augusto tinha enormes crises de ansiedade, mas tinha ao seu lado Agripa, a quem confiava o poder supremo. E que teria feito Marx sem Engels, que o sustentava e que, no final, até ajudou a publicar o livro "O Capital"?Há casais que não se apercebem da importância que pode ter um amigo. Orgulhosos da sua exclusividade, consideram--nos estranhos e chegam mesmo a afastá-los. Em vez de se reforçar, a relação de casal fica mais fraca, pois nenhum pode dar ao outro o mesmo que o amigo dava. Por vezes, basta um amigo não humano. Recordo- -me de uma mulher que obrigou o marido a ver-se livre de um cão rafeiro ao qual se tinha afeiçoado. Ele nunca se conformou com a ausência do amigo.


Francesco Alberoni

Sociólogo, escritor e jornalista

30 julho 2009

O Piratinha....!



Sou o único homem a bordo do meu barco.

Os outros são monstros que não falam,

Tigres e ursos que amarrei aos remos,

E o meu desprezo reina sobre o mar.



Gosto de uivar no vento com os mastros

E de me abrir na brisa com as velas,

E há momentos que são quase esquecimento

Numa doçura imensa de regresso.



A minha pátria é onde o vento passa,

A minha amada é onde os roseirais dão flor,

O meu desejo é o rastro que ficou das aves,

E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.

(Sophia de Mello Breyner)

21 abril 2009

Dar...!


Ninguém dá o que não tem, é claro! Mas também é verdade que só tem quem dá. Quanto mais dou de mim, mais recebo! São planos diferentes, é certo. Quando dou coisas materiais, perco-as. Quando comunico os bens espirituais e culturais, eles crescem. Assim, se dou o meu saber, fico mais sábio. Mas quem se fecha com medo de perder, até o que tem lhe apodrece nas mãos.
(Vasco Pinto Magalhães,sj)

18 abril 2009

Integrar...!


Precisamos de ajuda para fazer uma leitura positiva de quem somos e da nossa história. É o que significa integrar, é a aceitação pessoal, o tirar partido de tudo quanto tenho e sou, mesmo das minhas faltas e dos meus pecados. Não significa estar de acordo ou aprovar aquilo que objectivamente é mau, significa sim que eu tenho de aprender a viver com tudo isso de uma forma construtiva, de uma maneira livre, sem ficar com dependências, tirando partido mesmo do que é negativo e doloroso.

17 abril 2009

Encontro sobre a Felicidade...!


Un Encuentro sobre la Felicidad, Coca-Cola from perpleja on Vimeo.

A Coca-Cola continua a brindar-nos com anúncios cheios de uma simplicidade criativa. Esta simplicidade aliada à experiencia de vida, ajudam-nos a reconhecer o desejo inconfundível da beleza: somos chamados, ou melhor ainda, obrigados a conhecer a felicidade.

Esta felicidade que pede lugar em cada momento concreto, situação, relação ou acontecimento, mesmo que por vezes nos pareça impossível tocá-la por situações de dor ou de dificuldade. A verdade é que a idade percorrida ajuda-nos, com segurança, a recorda e a ler a vida passada com o novo olhar. Um olhar positivo de saudade, de esperança e de reconhecimento sincero e sentido porque a vida só faz sentido se for vivida intensamente. E é quando o braço esticado da experiencia toca a criança, que a vida lhe é comunicada. Podem começar nestes dias, a nossa renovada criação, a da felicidade.

Nuno Branco
in video @ essejota.net
01.04.2009

16 abril 2009

O Outro...!



"Possuir para fazer meu o outro é fazer dele uma coisa, e tratar o outro como coisa é agredir. Contrapõe-se a isto a descoberta da ternura, que não é nenhuma pieguice nas relações, é a capacidade de uma relação harmónica. Esta manifesta-se por gestos de respeito, que são libertadores, muito próximos, mas sem prender. É este o verdadeiro carinho, seja dos pais para com os filhos, seja entre amigos, seja entre os membros do casal... "(P. Vasco P. Magalhães, sj)

15 abril 2009

Sacrifício...!


"Sacrifício é uma palavra e uma atitude que é preciso recuperar. Aliás, graças a Deus, continuamos a encontrar pessoas que são exemplos de vida alegre e construtiva em todas as situações. Pessoas que pela sua vida nos dão esperança e nos dizem que a paz é possível. São pessoas que sabem o que é o sacrifício, o que é entregar-se e dar-se por uma causa sagrada. Sacrificar-se é entregar-se sem condições por aquilo que vale a pena." (P. Vasco PInto Maglhães,sj)

12 abril 2009

Aleluia...!


Recebi este testemunho, que foi escrito num diário e que revela a pureza dos sentimentos quando nos sentimos verdadeiramente amados. Só o Amor nos liberta, e nos faz acreditar nas nossas capacidades e qualidades como pessoa. Na vida tudo devemos fazer como se dependesse de nós, mas sabendo sempre que tudo vem de Deus.


"Se tivesse que dar corpo à fonte da paz que sinto e que tenho encontrado todos os dias, tinha de saber desenhar o afecto que vejo no teu rosto, pintar o azul do infinito que vejo nos teus olhos, sentir o calor da vida nas tuas mãos, mas sobretudo saborear a luz espiritual que percorre o teu pensamento. Sinto-me um bocadinho como a lua que aos poucos se mostra plena, grande, branca e não minguada, escondida e cinzenta.
“Obrigas-me” a revisitar as casas que entrei, os papéis que desempenhei e o silêncio negativo que cresceu por nunca encontrar a casa e o papel, acabando sempre por ficar no palco conscientemente frustrada por não ter desempenhado conscientemente a peça da vida
Queira Deus que possas acompanhar-me e salvar-me de morrer pequena e cinzenta."
14 de Janeiro 2009 / Seminário Cristo –Rei