30 março 2006

Japão à mesa


Iniciar Beirões retintos à comida Japonesa foi uma experiência única. Com a falta do cheiro do chouriço e da morcela, a rapaziada foi comendo Sushi a Sushi, Sashimi a Sashimi, até encontrar pretextos "válidos" para dizer Basta!

19 março 2006

O Relativismo...



O relativismo tem uma raiz histórica e filosófica muito forte. Ele encontra raízes profundas em Nietzsche, na ideia demolidora de que a tolerância significa que qualquer ponto de vista, qualquer opinião, é igual, em valor, à dos seus contrários. Este é um conceito totalmente errado da tolerância, que levou a uma escalada da relativização.

Vivemos num mundo onde se quer crer que tudo tem de ser nivelado, onde os pontos de vista de cada um são necessariamente iguais, têm o mesmo valor, dos de todos os outros seres vivos. Ninguém tem o direito de lutar pelos seus valores, nem deverá afirmar com determinação as suas convicções, sob o grave risco de ser rotulado de intolerante.

Este era, em suma, o velho sonho de Nietzsche que assentava, em essência, numa filosofia de rejeição da moral cristã e da racionalidade socrática. Nietzsche propunha, em alternativa, um novo poder, isto é, uma ordem totalmente relativa, em que as regras da convivência passassem a ser dominadas por aquilo a que ele chamava as forças do capricho. Estas forças acabam por se subsumir no quadro das regras do mais forte e, assim sendo, é o mais forte que exerce dominação sobre o género humano.

Contra esta suspeição dos valores que se instalou na nossa sociedade, é preciso afirmar uma vontade legítima de dialogar na base da afirmação clara e corajosa das diferenças. Assim, o projecto educativo católico é, sem margens para dúvidas, um projecto aberto ao mundo, ao diálogo intercultural, que aceita a diversidade e toma-a como um grande mistério da criação; mas é, do mesmo modo, um projecto que não tem medo de afirmar valores, sem os querer impor pela força bruta. Afirmar aquilo que entende ser verdade, e ser certo.

Se todos se abstiverem de afirmar o que está certo, passaremos a viver num mundo prisioneiro da total relatividade, o qual é, no limite, ingovernável, mesmo caótico, já que intentaria funcionar na ausência de quaisquer códigos de conduta aceites pela generalidade da comunidade.

06 março 2006

Qual é o Mistério?


Um País descobre-se quando se mede com os obstáculos. São muitos os desafios que os portugueses precisam de vencer, e um deles, se não o mais importante, é o desafio da educação e da qualificação dos seus jovens.
Luís Valadares Tavares considera "um mistério" os maus resultados na Educação, porque, diz, "em princípio teríamos os ingredientes para uma escola de sucesso". O professor do IST mostra como a equação não está certa: 'Temos elites muito bem pensantes, com reconhecimento internacional; passámos a ter financiamento, porque o FEDER nunca tinha sido utilizado para a construção de escolas e passou a ser usado"; por outro lado, "de um modo geral quando se contacta com os os professores, ficamos positivamente surpreendidos; e por último, os nossos alunos, muitas vezes até em contexto de competição internacional, são dos melhores". Valadares Tavares deixa a pergunta: "Em principio temos uma equação de sucesso. Qual é o mistério? É que os resultados são opostos e têm-se agravado".
Qual é o mistério?

02 março 2006


Que saudades tinha de blogar um pouco... foram vários dias longe da tecnologia. Para lá do Marão mandam os que lá estão!